quarta-feira, 25 de novembro de 2009

Saudade da minha Cam

Hoje bateu uma saudade imensa de Camila. Ela tá na Espanha há um mês somente, mas gente como ela, assim, verdadeira, livre, que não te tolhe, que distribui sempre sorrisos e abraços sinceros, que te coloca pra cima, pra frente, que tem a alma leve, o olhar verdadeiro e as palavras certas, sejam doces ou firmes, é difícil encontrar...
De repente, penso na saudade que vou ter que enfrentar se o meu novo projeto profissional der certo...

quarta-feira, 18 de novembro de 2009

Sobre o amor...

(...)

"Não falo do amor romântico,
Aquelas paixões meladas de tristeza e sofrimento.
Relações de dependência e submissão, paixões tristes.
Algumas pessoas confundem isso com amor.
Chamam de amor esse querer escravo,
E pensam que o amor é alguma coisa
Que pode ser definida, explicada, entendida, julgada.
Pensam que o amor já estava pronto, formatado, inteiro,
Antes de ser experimentado.
Mas é exatamente o oposto,para mim, que o amor manifesta.
A virtude do amor é sua capacidade potencial de ser construído, inventado e modificado.
O amor está em movimento eterno, em velocidade infinita.
O amor é um móbile.
Como fotografá-lo?
Como percebê-lo?
Como se deixar sê-lo?
E como impedir que a imagem sedentária e cansada do amor não nos domine?
Minha resposta?
O amor é o desconhecido.
Mesmo depois de uma vida inteira de amores,
O amor será sempre o desconhecido,
A força luminosa que ao mesmo tempo cega e nos dá uma nova visão.
A imagem que eu tenho do amor é a de um ser em mutação.
O amor quer ser interferido, quer ser violado,
Quer ser transformado a cada instante.
A vida do amor depende dessa interferência.
A morte do amor é quando, diante do seu labirinto,
Decidimos caminhar pela estrada reta.
Ele nos oferece seus oceanos de mares revoltos e profundos,
E nós preferimos o leito de um rio, com início, meio e fim.
Não, não podemos subestimar o amor e não podemos castrá-lo.
O amor não é orgânico.
Não é meu coração que sente o amor.
É a minha alma que o saboreia.
Não é no meu sangue que ele ferve.
O amor faz sua fogueira dionisíaca no meu espírito.
Sua força se mistura com a minha
E nossas pequenas fagulhas ecoam pelo céu
Como se fossem novas estrelas recém-nascidas.
O amor brilha.
Como uma aurora colorida e misteriosa,
Como um crepúsculo inundado de beleza e despedida,
O amor grita seu silêncio e nos dá sua música.
Nós dançamos sua felicidade em delírioP
orque somos o alimento preferido do amor,
Se estivermos também a devorá-lo.
O amor, eu não conheço.
E é exatamente por isso que o desejo e me jogo do seu abismo,
Me aventurando ao seu encontro.
A vida só existe quando o amor a navega.
Morrer de amor é a substância de que a vida é feita.
Ou melhor, só se vive no amor.
E a língua do amor é a língua que eu falo e escuto."

Vênus - Paulinho Moska

Para mim!

"Dizem que a distância é esquecimento...
E por mais distante que me vejo...
Ainda sonho com teus carinhos...
Ainda sinto a tua voz, o teu cheiro...
E antes de dormir...
Lembro-me que poderia estar contigo...
Se tu pudesse estar dentro de mim nessa hora...
Você saberia a dor que sinto por teu abandono...
Quantas horas de sono tu me roubarás?!
p.s.:Não preciso de nada, mas faltam teus beijos..."

terça-feira, 17 de novembro de 2009

Você passa, eu acho graça

"Ah, e agora, você passa,
eu acho graça
Nessa vida tudo passa
e você também passou
Entre as flores, você era a mais bela
Minha rosa amarela
Que desfolhou, perdeu a cor"

Cantei Camila!!!!!

Uhuuuuu!!!

segunda-feira, 9 de novembro de 2009

Proposta: Luanda!


Tolerância

Dica que recebi essa semana:

"Tolerância: liberdade bem entendida. Você deve ser tolerante com seu parceiro sempre que a atitude ou o comportamento dele forem honestos ou quando não te causarem danos físicos ou emocionais. Este é um dos pontos mais difíceis de atingir já que, normalmente, mesmo que a liberdade seja algo desejado é muito difícil dar essa liberdade ao nosso parceiro. Cada membro do casal tem direito a ter seus momentos de independência e intimidade, de desenvolver seus projetos, gostos ou fantasias sem se sentir limitado pelo outro. Mesmo que pareça o contrário, controlar seu parceiro, querer estar sempre com ele ou proibi-lo de fazer certas coisas simplesmente por insegurança é o que mais pode afastá-lo de você. Um casal não pressupõe um contrato de escravidão e, sim, de colaboração. A postura mais generosa e benéfica para o relacionamento é apoiar o parceiro de uma maneira construtiva em seu desenvolvimento individual."

quinta-feira, 5 de novembro de 2009

sexta-feira, 30 de outubro de 2009

Sorte Camila!!!















Hoje Camila foi pra Espanha fazer mestrado lá. Fui deixar ela no aeroporto com os meninos!

Já tô com saudade!

quarta-feira, 28 de outubro de 2009

O Meu Olhar

O meu olhar é nítido como um girassol.
Tenho o costume de andar pelas estradas
Olhando para a direita e para a esquerda,
E de, vez em quando olhando para trás...

E o que vejo a cada momento
É aquilo que nunca antes eu tinha visto,
E eu sei dar por isso muito bem...
Sei ter o pasmo essencial
Que tem uma criança se, ao nascer,
Reparasse que nascera deveras...

Sinto-me nascido a cada momento
Para a eterna novidade do Mundo...
Creio no mundo como num malmequer,
Porque o vejo.
Mas não penso nele
Porque pensar é não compreender ...

O Mundo não se fez para pensarmos nele
(Pensar é estar doente dos olhos)
Mas para olharmos para ele e estarmos de acordo...

Eu não tenho filosofia: tenho sentidos...
Se falo na Natureza não é porque saiba o que ela é,
Mas porque a amo, e amo-a por isso,
Porque quem ama nunca sabe o que ama
Nem sabe por que ama, nem o que é amar ...
Amar é a eterna inocência,
E a única inocência é não pensar...

Alberto Caeiro

domingo, 18 de outubro de 2009

Samba do grande amor

"Tinha cá pra mim que agora sim eu vivia enfim o grande amor
Mentira
Me atirei assim de trampolim fui até o fim um amador
Passava um verão a água e pão dava o meu quinhão pro grande amor
Mentira
Eu botava a mão no fogo então com meu coração de fiador

Hoje eu tenho apenas uma pedra no meu peito
Exijo respeito não sou mais um sonhador
Chego a mudar de calçada quando aparece uma flor
E dou risada do grande amor
Mentira"

domingo, 11 de outubro de 2009

Budapeste


Assim assim...
Bem, não dá pra ser excepcional em tudo né?

terça-feira, 6 de outubro de 2009

Caim


Estou com a impressão de que esse vai ficar entre os melhores!!!

O lançamento será em Lisboa ainda este mês!

Ainda dou um xero nessa careca genial...

Ilha de Lanzarote, me aguarde!!!







Saramago redime Caim em seu novo romance
Escritor ataca o catolicismo ao apontar Deus 'como autor intelectual do crime' cometido por Caim
MADRI - O escritor português José Saramago volta a atacar a religião em Caim, seu novo romance, que será publicado em outubro e no qual redime o protagonista do assassinato de Abel e aponta Deus "como o autor intelectual do crime, ao desprezar o sacrifício que Caim Lhe havia oferecido".

O romance será levado à Feria do Livro de Frankfurt, que ocorre de 14 a 18 de outubro e no final do mesmo mês chegará às livrarias de Portugal, América Latina e Espanha.

Saramago vai falar pela primeira vez de seu novo livro no lançamento mundial, em Lisboa. Mas o escritor, que passa o verão em sua casa na ilha espanhola de Lanzarote e prepara as malas para voltar a Lisboa, falou à Efe por e-mail que o que pretende dizer com Caim é que "Deus não é de se fiar. Que diabo de Deus é esse que, para enaltecer Abel, despreza Caim?

Quase 20 anos depois de seu discutido livro O Evangelho Segundo Jesus Cristo, que foi vetado pelo governo português para competir pelo Prêmio Europeu de Literatura, o Nobel português faz uma irreverente, irônica e mordaz leitura por diversas passagens da Bíblia, mas não teme que voltem a crucificá-lo.

"Alguns talvez o façam - afirma Saramago - mas o espetáculo será menos interessante. O Deus dos cristãos não é esse Jeová. E mais, os católicos não leem o Antigo Testamento. Se os judeus reagirem não me surpreenderei. Já estou habituado."

No entanto, acrescentou: "Mas é difícil para mim compreender como o povo judeu fez do Antigo Testamento seu livro sagrado. Isso é uma enxurrada de absurdos que um homem só seria incapaz de inventar. Foram necessárias gerações e gerações para produzir esse texto".

José Saramago não considera esse romance seu particular e definitivo ajuste de contas com Deus, porque "as contas com Deus não são definitivas, mas sim com os homens que O inventaram", disse. "Deus, o demônio, o bem, o mal, tudo isso está em nossa cabeça, não no céu ou no inferno, que também inventamos. Não nos damos conta de que, tendo inventado Deus, imediatamente nos tornamos Seus escravos", assinalou o autor.

O escritor nega que o fato de ter chegado perto da morte há um ano, quando foi hospitalizado por conta de uma pneumonia, o tenha feito pensar mais em Deus. "Tenho assumido que Deus não existe, portanto não tive de chamá-Lo em uma situação gravíssima na qual me encontrava. Mas se eu o chamasse, e ele aparecesse, que poderia dizer ou pedir a Ele, que prolongasse minha vida?" Saramago diz ainda que "morreremos quando tivermos que morrer. E diz que quem o salvou foram os médicos, Pilar (sua esposa e tradutora) e o excelente coração que tenho, apesar da idade. O resto é literatura, da pior espécie".

Há um ano o escritor surpreendeu seus leitores pela ironia e humor que destilam as páginas de Viagem do Elefante, e agora volta com Caim. Para Saramago é um mistério. "Não foi deliberada nem premeditada, a ironia e o humor que aparecem nas primeiras linhas de ambos os livros. Poderia ter usado uma narrativa solene, mas seria uma estupidez rechaçar o que está sendo me oferecido numa bandeja de prata.

O escritor começou a pensar em Caim há muitos anos, mas começou a escrever o romance em dezembro de 2008, concluindo o texto em menos de quatro meses. "Estava em uma espécie de transe. Nunca havia me sucedido tal coisa, pelo menos com essa intensidade, com essa força", lembra.

Saramago, que uma vez escreveu que "somos contos de contos contando contos, nada" e assim continua. Escreve mais e mais rápido do que nunca (três livros em um ano), talvez a melhor maneira de continuar vivo.

"É verdade. Talvez a analogia perfeita seja a da vela que lança uma chama mais alta no momento em que vai se apagar. De toda maneira, não se preocupem, não penso em me apagar tão rapidamente", conclui.

Em seu blog (blog.josesaramago.org)aparece hoje o anúncio do novo romance e uma carta da presidente da Fundação Saramago, Pilar del Río, em que diz aos leitores do Nobel que este Caim não os deixará indiferentes.
O Estadão

Prova de Fogo


Não lembro de ter assistido um filme que tenha me tocado tanto!

Chorei horroooooores!

segunda-feira, 5 de outubro de 2009

Atualizando

Faz tempo que não venho aqui. Esses dias têm sido agitados, intensos, tomei algumas decisões importantes....

Precisei sair da Ritmu's... (esse assunto merecerá um post depois)

Decidi tentar o mestrado da Federal, o edital saiu faltando um mês para a prova, mas mesmo tendo pouquíssimas chances vou fazer.

Está até sendo um pouco divertido e interessante voltar a estudar as matérias de IED (Introdução ao Estudo do Direito) e ver aquelas coisas de dogmática jurídica, hermenêutica, gnoseologia, corte epistemológico (adoro essa! kkkkkkk), que aliás são muito melhores de estudar do que qualquer matéria de concurso, porque me sinto um ser pensante.

Ando um pouco agitada emocionalmente, digamos assim, mas depois explico melhor...

Ah! Minha super TV de LCD 32" chegoooooooooooooou!!!!

E o projeto: "casa de Camila" morgou!!! :(

Bem... de volta aos planos de fogão e geladeira então!

Estou sem muita inspiração, mas queria deixar essas coisas registradas aqui. As outras eu deixo pra depois.

sexta-feira, 18 de setembro de 2009

Tarde Feliz!!!!!!!

Não podia deixar de registrar aqui a tarde de quarta-feira feliz que eu tive essa semana! Umas quatro horas da tarde saí do escritório e fui ao Shopping Recife, entrei na Saraiva e fiz AQUELE estrago :)

Saí de lá com a sacola cheia:

- Crônica de uma morte anunciada - não sei como ainda não li esse livro do maravilhoso García Márquez;

- O Estrangeiro, de Albert Camus;

- O Exército de Cavalaria, de Isaac Bábel;

- As vinhas da Ira, de John Steinbeck; e

- Elogio da madrasta, que eu estava louca pra ler, de Mario Vargas Llosa, estou devorando tudo dele, inclusive estou lendo "A cidade e os cachorros" neste momento também.

Bem, depois de sair feliz, feliz, com meus presentes, passei pelo cinema e estava tendo uma semana de filmes de arte franceses no Brasil (por causa do ano da França no Brasil) e eu entrei pra assistir "Tudo Perdoado", o filme é bom, e Constance Rousseau, atriz que interpreta Pamela no filme quando adolescente, está lindíssima, o filme só não tem final :P

Na volta pra casa parei na Pin Up, no aniversário de Poli, reencontrei um pessoal da facul e no outro dia comecei a quinta-feira renovada!

quarta-feira, 16 de setembro de 2009

Só podia ser Saramago...

Preciso perder o medo do trânsitoooo!!!

Aiai... Espero não chegar ao ponto de Saramago, até porque pretendo ser uma advogada motorizada e não uma escritora. Hehehe...

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A junta do motor

By José Saramago

Desde há mais de sessenta anos que eu deveria saber conduzir um automóvel. Conhecia bem, naqueles remotos tempos, o funcionamento de tão generosas máquinas de trabalho e de passeio, desmontava e montava motores, limpava carburadores, afinava válvulas, investigava diferenciais e caixas de mudanças, instalava calços de travões, remendava câmaras de ar furadas, enfim, sob a precária protecção do meu fato-macaco azul que me defendia o melhor que podia das nódoas de óleo, efectuei com razoável eficiência quase todas as operações por que é obrigado a passar um automóvel ou um camião a partir do momento em que entra numa oficina para recuperar a saúde, tanto a mecânica como a eléctrica. Só faltava que me sentasse um dia atrás do volante a fim de receber do instrutor as lições práticas que deveriam culminar no exame e na sonhada aprovação que me permitiria ingressar na ordem social cada vez mais numerosa dos automobilistas encartados. Contudo, esse dia maravilhoso nunca chegou. Não são apenas os traumas infantis que condicionam e influem a idade adulta, também os que se sofrem na adolescência podem vir a ter consequências desastrosas e, como no presente caso sucedeu, determinar de maneira radicalmente negativa a futura relação do traumatizado com algo tão quotidiano e banal como é um veículo automóvel. Tenho sólidas razões para crer que sou o deplorável resultado de um desses traumas. Mais ainda: por muito paradoxal que a afirmação vá parecer a quem das íntimas conexões entre as causas e os efeitos somente tiver ideias elementares, se nos meu verdes anos não tivesse trabalhado como serralheiro-mecânico numa oficina de automóveis, hoje, provavelmente, saberia conduzir um carro, seria um orgulhoso transportador em lugar de um humilde transportado.Além das operações que comecei por referir, e como parte obrigatória de algumas delas, também substituía as juntas dos motores, essas finas placas forradas de folha de cobre sem as quais seria impossível evitar fugas da mistura gasosa de combustível e ar entre a cabeça do motor e o bloco dos cilindros. (Se a linguagem que estou a usar parecer ridiculamente arcaica aos entendidos em automóveis modernos, mais governados por computadores do que pela cabeça de quem os conduz, a culpa não é minha: falo do que conheci, não do que desconheço, e muita sorte que não me ponha aqui a descrever a estrutura das rodas dos carros de bois e a maneira de atrelar estes animais ao jugo. É matéria igualmente arcaica em que também tive alguma competência). Ora, um dia, depois de ter acabado o trabalho e colocado a junta no seu sítio, depois de ter apertado com a força dos meus dezanove anos as porcas que sujeitavam a cabeça do motor ao bloco, dispus-me a realizar a última fase da operação, isto é, encher de água o radiador. Desenrosquei pois o tampão e comecei a deitar para a boca do radiador a água com que tinha enchido o velho regador que para esse e outros efeitos havia na oficina. Um radiador é um depósito, tem uma capacidade limitada e não aceita nem um mililitro mais do que a quantidade de água que lá caiba. Água que continue a deitar-se-lhe é água que transborda. Algo de estranho, porém, se estava a passar com aquele radiador, a água entrava, entrava, e por mais água que lhe metesse não a via subir dançando até à boca, que seria o sinal de estar acabado o enchimento. A água que já vertera por aquela insaciável garganta abaixo teria bastado para satisfazer dois ou três radiadores de camião, e era como se nada. Às vezes penso que, sessenta e muitos anos passados, ainda hoje estaria a tentar encher aquele tonel das Danaides se em certa altura não me tivesse apercebido de um rumor de água a cair, como se dentro da oficina houvesse uma pequena cascata. Fui ver. Pelo tubo de escape do carro saía um avultado jorro de água que, pouco a pouco, diante dos meus olhos estupefactos, foi diminuindo de caudal até ficar reduzido a umas derradeiras e melancólicas gotas. Que se passara? Tinha colocado mal a junta, tapara entre a cabeça do motor e o bloco o que deveria ter aberto, e, muito mais grave do que isso, facilitara passagens e comunicações onde não deveria havê-las. Nunca cheguei a saber que voltas teve de dar a pobre água para ir sair ao tubo de escape. Nem quero que mo digam agora. Para vergonha bastou. Possivelmente terá sido nesse dia que comecei a pensar em tornar-me escritor. É um ofício em que somos ao mesmo tempo motor, água, volante, mudanças de velocidade e tubo de escape. Talvez, afinal, o trauma tenha valido a pena.

segunda-feira, 7 de setembro de 2009

Sugestão de Filme!


A Partida
Uma belíssima lição sobre como encarar a necessidade de recomeçar que a vida às vezes nos impõe.
Esse veio a calhar viu?

domingo, 6 de setembro de 2009

Lição

"Superar com amor e não com rancor."

Disse tudo Camila!

segunda-feira, 31 de agosto de 2009

Mil palavras não valem uma atitude

30 de agosto de 2009, Domingo, 21:30 h

Começo do Fim.

sábado, 22 de agosto de 2009

Um deleite...


É daqueles que não dá vontade de largar, como já disse, um deleite, uma história de amor entre pai e filho!

terça-feira, 18 de agosto de 2009

Lindíssimo Filme!!!!!

Apenas uma Vez

Um músico de rua e uma jovem mãe encontram-se por acaso nas ruas de Dublin, nascendo entre eles um forte relacionamento.
Curiosidades - O projeto de Apenas uma Vez nasceu em 2005, em um concerto do The Frames em Dublin. O diretor John Carney encomendou a Glen Hansard, líder da banda, a compor algumas canções para que, a partir delas, o roteiro fosse desenvolvido. Diversos encontros entre ambos ocorreram, resultando em 10 canções inéditas e um roteiro de 60 páginas.
- Inicialmente seria Cillian Murphy o intérprete do protagonista, mas ele posteriormente desistiu do personagem.
- As filmagens ocorreram em apenas 17 dias.
- O diretor e roteirista John Carney já fez parte do The Frames.
- O cantor Bob Dylan gostou tanto de Apenas uma Vez que convidou Glen Hansard e Markéta Irglová a fazerem o show de abertura em parte de sua turnê mundial.
- O orçamento de Apenas uma Vez foi de US$ 150 mil.

quarta-feira, 5 de agosto de 2009

Ser o nosso próprio pai

"Casei-me jovem e depressa, cheia de amor e esperança, mas sem conversar muito sobre o que significariam as realidades do casamento. Ninguém me deu conselhos sobre meu casamento. Meus pais haviam me criado para ser independente, auto-suficiente, para tomar as minhas próprias decisões. Quando cheguei aos 24 anos, todos partiam do princípio de que eu era capaz de fazer minhas próprias escolhas de forma autônoma. É claro que o mundo nem sempre foi assim. Se eu houvesse nascido durante qualquer outro século do patriarcado ocidental, teria sido considerada propriedade do meu pai, até que ele me entregasse ao meu marido para que eu me tornasse propriedade sua pelo casamento. Eu teria tido muito pouca coisa a dizer sobre as grandes questões da minha vida. Em outro período da história, caso um homem houvesse se interessado por mim, meu pai poderia ter se sentado com esse homem e desfiado uma longa lista de perguntas para verificar se aquela seria uma união adequada. Ele teria perguntado: "Como você vai sustentar a minha filha? Qual a sua reputação nesta comunidade? Quais são as suas dívidas e bens? Quais são os pontos fortes do seu caráter?" Meu pai não teria simplesmente deixado eu me casar com qualquer um pelo simples fato de eu estar apaixonada pelo sujeito. Na vida moderna, porém, quando tomei a decisão de me casar, meu moderno pai não se intrometeu em nada. Ele não teria interferido nessa decisão, da mesma forma como não teria me dito que penteado usar.

Acreditem em mim: não tenho nenhuma nostalgia do patriarcado. Mas o que passei a perceber foi que, quando o sistema do patriarcado foi (felizmente) desmantelado, ele não foi necessariamente substituído por outra forma de proteção. O que quero dizer é o seguinte: nunca me passou pela cabeça fazer a um pretendente as mesmas perguntas difíceis que meu pai poderia ter-lhe feito, em uma época diferente. Eu me entreguei ao amor muitas vezes, unicamente em nome do amor. E algumas vezes, ao fazer isso, entreguei também tudo que eu tinha. Se eu quiser realmente me tornar uma mulher autônoma, então preciso assumir esse papel de ser minha própria protetora. Em uma frase famosa, Gloria Steinem certa vez aconselhou às mulheres que elas deveriam se transformar nos homens com quem gostariam de se casar. O que só percebi recentemente foi que não apenas eu preciso me transformar no meu próprio marido, mas preciso me transformar também no meu próprio pai. E é por isso que, nessa noite, fui para a cama sozinha. Porque sentia que ainda não estava na hora de eu aceitar um pretendente."


Elizabeth Gilbert

Identidade

"Sempre me apaixonei depressa e sem avaliar os riscos. Tenho tendência não somente a ver apenas o que há de melhor nas pessoas, mas a partir do princípio de que todo mundo é emocionalmente capaz de alcançar seu potencial máximo. Já me apaixonei pelo potencial máximo de um homem mais vezes do que consigo enumerar, em vez de me apaixonar pelo homem em si, e em seguida agarrei-me ao relacionamento durante muito tempo (algumas vezes, tempo demais), esperando que o homem chegasse à altura de sua própria grandeza. Muitas vezes, no amor, fui vítima do meu próprio otimismo."

Elizabeth Gilbert

segunda-feira, 3 de agosto de 2009

Flor da Pele ou TPM :D

Ando tão à flor da pele
Qualquer beijo de novela
Me faz chorar
Ando tão à flor da pele
Que teu olhar "flor na janela"
Me faz morrer
Ando tão à flor da pele
Meu desejo se confunde
Com a vontade de não ser
Ando tão à flor da pele
Que a minha pele
Tem o fogo
Do juízo final...

Um barco sem porto
Sem rumo, sem vela
Cavalo sem sela
Um bicho solto
Um cão sem dono
Um menino, um bandido
Às vezes me preservo
Noutras, suicido!

Oh, sim!
Eu estou tão cansado
Mas não prá dizer
Que não acredito
Mais em você
Eu não preciso
De muito dinheiro
Graças a Deus!
Mas vou tomar
Aquele velho navio
Aquele velho navio!

Um barco sem porto
Sem rumo, sem vela
Cavalo sem sela
Um bicho solto
Um cão sem dono
Um menino, um bandido
Às vezes me preservo
Noutras, suicído!

(Zeca Baleiro)

quarta-feira, 29 de julho de 2009

Teoria de um iogue irlandês

Essa é mais uma do livro Comer Rezar Amar, de Elizabeth Gilbert.

Incrível como comecei a ler este livro despretensiosamente, pensei que seria uma leitura leve, bobinha até, eu confesso, para alternar com "A Insustentável Leveza do Ser" de Milan Kundera, que é um tanto quanto denso e estou lendo agora também.

Resultado: me surpreendi com a profundidade da leitura, ainda que, de fato, seja leve (e isso é o melhor de tudo). Está me trazendo uma série de reflexões e questionamentos sobre coisas que considero as mais importantes da vida: Deus, amor próprio, auto-conhecimento, relacionamento, enfim... Este livro foi uma grata surpresa, que recomendo para aqueles que pretendem se conhecer melhor, sair da superfície e mergulhar na profundidade que deve ser a nossa vida.

O trecho que segue abaixo é a teoria de um iogue irlandês na tentativa de explicar "a prática do equilíbrio interno" como o melhor que podemos fazer diante do mundo incompreensível, perigoso e insano em que vivemos:

"Imagine que o universo é uma imensa máquina giratória. Você quer ficar perto do centro da máquina - bem no eixo da roda -, e não nas extremidades, onde os giros são mais violentos, onde você pode se assustar e enlouquecer. O eixo da calma fica no seu coração. É aí que Deus reside dentro de você. Então, pare de procurar respostas no mundo. Simplesmente retorne sempre a esse centro, e sempre vai encontrar a paz."

domingo, 19 de julho de 2009

Escolha os seus pensamentos

"Há tanta coisa no meu destino que não posso controlar, mas outras coisas estão, sim, sob a minha jurisdição. Existem determinados bilhetes de loteria que posso comprar, aumentando, assim, minhas chances de encontrar satisfação. Posso decidir como gasto meu tempo, com quem interajo, com quem compartilho meu corpo, minha vida, meu dinheiro e minha energia. Posso decidir o que como, o que leio e o que estudo. Posso escolher como vou encarar as circunstâncias desafortunadas da minha vida - se as verei como maldições ou como oportunidades (e, quando não tiver forças para adotar o ponto de vista mais otimista, porque estou sentindo pena demais de mim mesma, posso decidir continuar tentando mudar minha atitude). Posso escolher minhas palavras e o tom de voz com que falo com os outros. E, acima de tudo, posso escolher meus pensamentos."

* do livro Comer Rezar Amar, de Elizabeth Gilbert.

Essa é a parte mais difícil de todas, escolher os nossos pensamentos... Um exercício contínuo que pode melhorar muito a nossa qualidade de vida. Por vezes nos deixamos levar pelo emocional e não conseguimos decidir os nossos pensamentos, então, as nossas escolhas não são feitas e vamos indo como um barco à deriva, de acordo com as nossas emoções...

Tarefa de casa: Escolher os nossos pensamentos!

sexta-feira, 17 de julho de 2009

Saudade



Quem quiser plantar saudade
Escolha primeiro a semente
Plante num lugar bem enxuto
Onde nasce o sol de frente
Porque se plantar no coração
Ela cresce e mata a gente

Essa palavra saudade
Eu conheço desde criança
Saudade de um bem distante
Não é saudade, é lembrança
Saudade só é saudade
Quando morre a esperança

quarta-feira, 15 de julho de 2009

Business...

Estes têm sido dias de muuuuito trabalho, então, resolvi dar uma passadinha rápida aqui pra dividir uns pensamentos tributários que talvez possam interessar... afinal, um pouquinho de informação não faz mal a ninguém :)

REsp 910784-RJ

DECISÃO
Embratel condenada por repasse de PIS e Cofins na conta telefônica de restaurante

É ilegal o repasse do recolhido em relação ao Programa de Integração Social (PIS) e da Contribuição para o Financiamento da Seguridade Social (Cofins) na fatura telefônica, uma vez que o repasse indevido configura “prática abusiva” das concessionárias, nos termos do Código de Defesa do Consumidor (CDC). Com esse entendimento, a Segunda Turma do Superior Tribunal de Justiça (STJ) manteve a decisão do Tribunal de Justiça do Estado do Rio de Janeiro (TJRJ) que condenou a Empresa Brasileira de Telecomunicações (Embratel) a ressarcir um restaurante pelo repasse na conta telefônica de PIS e Cofins. No caso, o Tribunal de Justiça fluminense considerou a cobrança na conta de telefone do restaurante indevida e sentenciou a Embratel a devolver em dobro os valores discriminados na fatura telefônica como despesas com os tributos PIS e Cofins. Inconformada, a empresa de telefonia recorreu. No STJ, alegou que não houve transferência de responsabilidade tributária sob o fundamento de que o detalhamento dos impostos na conta telefônica servia apenas para demonstrar a transparência fiscal. Sustentou, ainda, que o eventual erro teria sido em obediência às regras da Agência Nacional de Telecomunicações (Anatel), sendo neste caso justificável o engano. Em seu voto, a relatora, ministra Eliana Calmon, ressaltou o direito do restaurante à devolução em dobro da cobrança ao firmar o entendimento no sentido da ilegalidade do repasse do PIS e da Cofins na fatura telefônica, bem como acerca da má-fé das empresas de telefonia e, por consequência, da abusividade da conduta. Quanto à legitimidade da Anatel para responder pela cobrança, ponto levantado pela defesa da Embratel, a relatora informou que prevalece no STJ o entendimento de que a Anatel não tem legitimidade passiva para responder pela cobrança indevida de valores levada a efeito pelas empresas de telefonia na respectiva conta.

Coordenadoria de Editoria e Imprensa
http://www.stj.gov.br/portal_stj/publicacao/engine.wsp?tmp.area=398&tmp.texto=92707


Abono pecuniário de férias - Imposto de Renda - Não incidência e restituição de valores retidos

Após longa discussão em relação ao abono pecuniário de férias, a Receita Federal, por meio da Instrução Normativa RFB nº 936, publicada no DOU de 06.05.2009, se pronunciou favoravelmente ao contribuinte. Conforme passou a ser previsto, os valores pagos a pessoa física a título de abono pecuniário de férias de que trata o artigo 143 da Consolidação das Leis do Trabalho (CLT), não serão tributados pelo imposto de renda na fonte nem na Declaração de Ajuste Anual.
A pessoa física que recebeu tais rendimentos com desconto do imposto de renda na fonte e que incluiu tais rendimentos na Declaração de Ajuste Anual como tributáveis, poderá pleitear a restituição da retenção indevida. Para tanto, deverá apresentar declaração retificadora do respectivo exercício da retenção, excluindo o valor recebido a título de abono pecuniário de férias do campo "rendimentos tributáveis" e informando-o no campo "outros" da ficha "rendimentos isentos e não tributáveis", com especificação da natureza do rendimento.
Para a elaboração e transmissão da declaração retificadora deverão ser utilizados o Programa Gerador da Declaração (PGD) relativo ao exercício da retenção indevida e o mesmo modelo (completo ou simplificado) utilizado para a declaração original, bem como deverá ser informado o número constante no recibo de entrega referente a esta declaração original.
Se da declaração retificadora resultar saldo de imposto a restituir superior ao da declaração original, a diferença entre o saldo a restituir referente à declaração retificadora e o valor eventualmente já restituído, será objeto de restituição automática. No caso de ter havido recolhimento de imposto no respectivo exercício, se da retificação da declaração resultar pagamento indevido, a restituição ou compensação do imposto pago indevidamente na declaração original deverá ser requerida mediante a utilização do programa PER/DCOMP. O prazo para pleitear a restituição é de 5 (cinco) anos, contados da data da retenção indevida.
A Instrução Normativa RFB nº 936, por fim, ainda dispôs que a fonte pagadora dos referidos rendimentos poderá apresentar a Declaração do Imposto de Renda Retido na Fonte (Dirf) retificadora. A retificação, neste caso, não se enquadra no disposto no artigo 7º da Lei nº 10.426/2002, que prevê multa pela entrega da declaração com incorreções

Fonte: Fiscosoft


JUSTIÇA EXCLUI ICMS DA BASE DE CÁLCULO DO IR

Duas empresas do ramo do comércio de tecidos conseguiram, na Justiça federal da Bahia, o direito de passar a excluir a parcela referente ao ICMS da sua receita bruta mensal para apurar a base de cálculo do Imposto de Renda (IR) e da Contribuição Social sobre o Lucro Líquido (CSLL). A decisão foi dada em caráter liminar pela 14ª Vara Federal da Bahia, em uma mandado de segurança ajuizado pela Distribuidora Bahiana de Tecidos e a Tecidos Carvalho. Trata-se de uma tese derivada da maior disputa tributária em curso atualmente no Supremo Tribunal Federal (STF): a exclusão do ICMS da base de cálculo da Cofins, que ainda está pendente de julgamento na Ação Declaratória de Constitucionalidade (ADC) nº 18, proposta pela União. Enquanto não se tem um desfecho em relação à ADC - que encontra-se com o placar ainda zerado no Supremo -, a Justiça federal de primeira e segunda instâncias começa a se posicionar em processos com teses semelhantes. Em agosto de 2008, o Tribunal Regional Federal (TRF) da 5ª Região assegurou, em uma decisão de mérito, a exclusão do ICMS da base de cálculo do IR e da CSLL a uma empresa de prestação de serviços em Recife - ao que se tem notícia, foi a primeira decisão nesse sentido. O precedente foi levado em consideração na liminar concedida pela primeira instância que agora assegurou o mesmo direito às duas empresas de tecidos. Conforme a decisão, o valor do ICMS não deve ser considerado como receita, pois sua arrecadação não gera resultado que possa aumentar o patrimônio das empresas. "O ICMS configura uma entrada passageira na empresa, pois segue para o fisco estadual", diz o advogado Manuel Cavalcante Júnior, do escritório Manuel Cavalcante & Advogados Associados, que defende as empresas de tecidos.

segunda-feira, 6 de julho de 2009

Proteger as nossas escolhas

"... A gente demora tanto tempo para decidir entre uma coisa e outra, pesar prós e contras, encarar as oscilações da balança... Deixar de lado o caminho conhecido, confortável. Não há garantias. Respira-se fundo, levanta-se a cabeça e diz-se: “Eu vou”. Mas vai pra onde?E aí começa o processo de pesagem. Não raro, alguém sai magoado. Os mortos e os feridos. Sem esforço não há crescimento. E existem os sacrifícios. Desapegos. Coisas que a gente não quer largar.

Como ir pra frente sem olhar pra trás? Pois é. Mas não tem jeito. A decisão precisa ser tomada. E depois disso, só há o futuro. Não dá pra voltar.Proteger as nossas escolhas. É o justo, depois da coragem de colocar todas as fichas na mesa.Tanto trabalho não pode ser jogado fora assim, com uma marcha-ré na primeira dificuldade. Há que se proteger a opção calculada, refletida, pesada na balança nem sempre equilibrada da vida.

A escolha é livre! E sempre nossa. Sempre. Quem diz que não teve escolha, escolheu não escolher. Mas escolheu. Proteger nossa opção é um ato de amor. Uma questão de respeito para consigo mesmo. É ruim olhar-se no espelho pela manhã e dar de cara com alguém que não mantém sua palavra. E saber que essa pessoa é você. É, ainda, um ato de amor para com os outros – aqueles que ficaram no passado e aqueles que fazem parte agora, do nosso presente. Por isso a importância de deter-se com atenção frente à encruzilhada e discernir com tempo e critério o novo rumo.

É claro que, vez ou outra, nos arrependemos. Normalmente isso acontece quando nos deixamos pressionar e decidimos sem tempo suficiente para um veredicto profundo. Ou quando a nossa escolha destina-se a agradar a alguém que não a nós mesmos.

Na história da humanidade, sabemos, o erro pode levar a um grande achado. A penicilina, por exemplo, foi descoberta por causa de um vacilo de Fleming, uma situação imprevista. Ou seja, podemos aprender, e muito, com o erro. Basta que tenhamos abertura para mudar o ponto de vista. O lugar de onde olhamos um evento nas nossas vidas faz toda a diferença. Veja lá o que vai fazer na próxima bifurcação. Disso depende o seu bem-estar, a sua tranqüilidade mental no futuro. E depois de feita a opção, proteja seu caminho, seja de flores ou de pedras. Proteja as margens. Encerre os tijolos. Regue as rosas. E segure firme nas mãos que quem vai junto."

Artigo originalmente publicado na Revista Personare